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terça-feira, 16 de março de 2010

Champoluc (Aosta)

Já que me restaram somente as fotos de Champoluc.. esse post é dedicado ao fofíssimo vilarejo.. tô tentando convencer o Manu a voltar à Aosta no próximo fim de semana, mas o tempo parece não estar ajudando muito (previsão de neve por lá)....

Esquiando!

O vilarejo de Champoluc é cheio de lojinhas, tavernas, tudo voltado aos turistas que passam por alí para esquiar. Como a baby pista fica em Champoluc, foi lá que eu fui esquiar. Aluguei os equipamentos, comprei uma calça nova (a outra misteriosamente desapareceu) e peguei um casacão, que apesar de grande era perfeito pra esquiar. E lá fui eu! Em Franchey, eles usam a funicular para te levar até o topo, já em Champoluc, eles usam o teleférico.


Assim que cheguei ao topo, fui logo alugar uma cadeira, tipo de praia, pra aproveitar o sol e pegar uma corzinha. Leigos, como eu, que não esquiam e vão acompanhar os esquiadores, podem aproveitar o tempo pegando um solzinho, lendo uma revista, bebendo... é um verdadeiro parque de diversões com muitas opções por esquiadores e algumas outras pros não-esquiadores. E alí fiquei a manhã inteira, porque não quis que o Manu me ajudasse a esquiar (MEDOOO!!). Lá pelas 1pm, tive minha primeira aulinha com um instrutor de esqui. E aí, o medo foi, aos poucos, ficando pra trás e quando eu vi já estava me sentindo confiante o bastante pra descer as 3 baby pistas. Felizmente, eu caí só 1 única vez.. e quando o instrutor terminou de me dar aula, eu passei a treinar sozinha.. e não parei mais! Começei a tomar gosto pelo esporte de uma forma, que eu só parei, porque as pistas estavam fechando... fui a última a sair da pista! ahahaha

Caindo!

Não sei o que dizer sobre o meu amor repentino pelo esporte.. descobri que é divertidíssimo, hehe é quase como patinar, mas com acessórios. Terminei o dia tendo mais outro sonho de consumo: um equipamento de esqui!! Manu ficou feliz, porque viu uma luz no túnel sobre uma possível realização de seu sonho, ou seja, de me ver esquiando em pistas mais díficeis com ele. Devagar e sempre... quero ir aprendendo aos pouquinhos!

Voltei pra casa triste.. queria ter ficado por lá mais tempo.. queria ter aproveitado mais o lugar e as pistas.. queria ter comido raclette.. precisoooo voltar!! Quero muito voltar à Aosta ainda este mês; quero conhecer Valtournenche e a sua baby pista.

Ps. A burra aqui cancelou, sem querer querendo, todas as fotos de St. Jacques, Frachey etc.. só me restou as fotos de Champoluc.

segunda-feira, 15 de março de 2010

St. Jacques (Aosta)


Passamos o fim de semana em St. Jacques que fica ao pé das montanhas e bem pertinho das estações de esqui; eram duas estações: Frachey e Champoluc.

Quando eu cheguei lá, estava com um pavor de esquiar novamente. Essa fobia iniciou, depois que houve aquele acidente com a atriz Natasha Richardson que morreu, após uma queda esquiando. Passei a achar o esqui um esporte extremamente perigoso e começei a descartar qualquer hipótese de voltar a esquiar. No máximo com toda a proteção possível, incluíndo o capacete! hehehe E foi por isso que no sábado eu preferi ficar rodando pela vilarejo, em vez de subir até a estação. Deixei o Manu esquiar com os amigos em Frachey e fui passear pelas ruas de St. Jacques.


Tenho que dizer que me encantei pela Aosta. É linda demais.. quero ter uma casa lá! hahah



Ter as montanhas como panorama é realmente fantástico! Ainda tinha um riacho que cortava os 3 vilarejos e todas as casas eram, na sua maioria, estilo chalê, de madeira. Algumas ainda colocavam objetos antigos (equipamentos de esquis, tamancos de madeira, objetos decorativos) sempre de madeira, na frente das casas, como forma de valorizar suas raízes.



Acabei descobrindo que St. Jacques é um dos lugares fundados pelo antigo povo germânico, proveniente do sul da Alemanha, que se estabeleceram nos bosques ao redor do Monte Rosa. Esses lugares colonizados pelos alemães foram chamados de Walser e posteriormente Vallesano, em italiano. Dava pra se fazer uma trilha, a qual percorre todos os antigos vilarejos germânicos, mas era cansativo demais. Apesar disso, com o tempo, as tradições germânicas foram se perdendo ou se misturando com a cultura local. A influência francesa é notória e é a principal. Se percebe não só pelos nomes dos lugares, mas pelo dialeto local, o qual é baseado no (franco)provençal, um antigo dialeto françês (também usado na região francesa na Suíça).


O vilarejo parecia fantasma, porque quase não se via gente pelas ruas e os poucos que passavam eram turistas voltando das pistas de esqui ou se preparando pra esquiar. Não se sentia nenhum barulho, nada.. um silêncio, uma paz! Pois é, o lugar me encantou.. amei cada segundo!!

Depois de muito passear e suar também (fazia um sol maravilhoso, então caminhando nem sentia frio.. pelo contrário!!), voltei pro hotel cedo pra poder relaxar e aproveitar a banheira (infelizmente, não tenho banheira em casa!!), antes de me encontrar com o pessoal. Mas terminei na cama super cedo, até porque no outro dia, eu deixaria de lado meu medo para passar o dia inteiro nas pistas de esqui!!

Ps. Val D'Aosta é uma das regiões autônomas italianas, por ser uma região de fronteira e ter muitas influências de fora da Itália. Assim, eles possuem uma maior autonomia para gestir e implantar leis voltadas somente pra região. Não seguem à risca todo o resto da Itália. As outras regiões autônomas são: Sicília, Sardegna, Friuli-Giulia e Trentino-Alto Adige.